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terça-feira, 5 de setembro de 2017
CIÊNCIA, TECNOLOGIA
Como 10 drogas lícitas (e ilícitas) agem no seu cérebro
Não importa se ela é natural ou sintetizada em laboratório. Cada droga age de uma maneira específica. Veja a seguir como algumas delas atuam no nosso cérebro
Por Marina Demartini access_time 13 set 2016, 14h37 - Publicado em 26 jul 2015, 07h32 more_horiz
1. Drogas
(Tornkvist/Getty Images)
São Paulo – Basta uma pílula para transformar o seu mundo em um caleidoscópio psicodélico cheio de unicórnios saltitantes. Ou até mesmo um gole para que todos os músculos do seu corpo relaxem. É de senso comum que as drogas reagem de maneiras diferentes. No entanto, como elas realmente funcionam no cérebro? Porque algumas pessoas sentem-se alegres ao tomar LSD, enquanto outras enlouquecem? A galeria a seguir desvenda os mistérios relacionados às drogas (lícitas e ilícitas) e o cérebro humano.
2. Maconha
(ROBYN BECK/AFP/Getty Images)
A maconha não é legalizada no Brasil, apenas o uso controlado de medicamentos à base da planta são liberados. Mesmo assim, segundo um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 1,5 milhão de brasileiros fumam maconha diariamente e oito milhões já experimentaram. Mas o que essa erva tem que faz tantas pessoas a usarem? Ao contrário do álcool, a Cannabis sativa tem moléculas que se assemelham às produzidas em nosso cérebro, os canabinóides. Eles carregam o ingrediente ativo da maconha (THC) que se assemelha a um transmissor natural, a anadamida. Os canabinóides atingem o cérebro, causando liberação de dopamina, um neurotransmissor que ativa o sistema de recompensa do cérebro. Ela é a mesma substância química que nos faz sentir bem quando fazemos coisas prazerosas.
3. Álcool
(Mendes/Getty Images for Diageo)
Segundo a OMS, quase 3% da população brasileira acima de 15 anos de idade é considerada alcoólatra. Parece pouco, mas essa porcentagem equivale a mais de 4 milhões de pessoas. Como outras drogas, as bebidas alcoólicas afetam a química do cérebro. Elas alteram os níveis dos neurotransmissores, ou seja, os mensageiros que controlam nosso pensamento e comportamento. Com essas substâncias “excitatórias” travadas pelo uso do álcool, a geração de ideias, a respiração e os batimentos cardíacos acabam sendo retardados. Além disso, o álcool aumenta o poder dos mensageiros “inibidores”, que costumam acalmar o nosso cérebro. E, claro, tomar aquela cerveja no final do expediente também aumenta os níveis de dopamina, permitindo que o cérebro sinta-se bem relaxado.
4. Cocaína
(Wikimedia Commons)
A cocaína é uma droga que entra na corrente sanguínea rapidamente e bagunça o cérebro em questão de minutos. A primeira sensação gerada pelo consumo da droga é uma onda de euforia, por conta da liberação de dopamina no cérebro. Essa onda, no entanto, é curta, o que faz com que o usuário queira usar a droga novamente em um curto período. Uma das partes do cérebro mais afetadas pela cocaína é a memória. Uma pesquisa revelou que ratos que receberam doses contínuas dessa droga tiveram uma série de mudanças em uma região que contribui com a inibição e a tomada de decisão.
5. Crack
(Wikimedia Commons)
O crack é uma droga derivada da cocaína, mas que deve ser fumada devido ao seu ponto de fusão. Ela causa a liberação de uma grande quantidade de dopamina, que dispara sensações de prazer pelo corpo, gerando euforia e estado de alerta. Tais substâncias são tão poderosas que chegam ao cérebro em apenas oito segundos. Geralmente, a dopamina é reabsorvida por neurônios, mas o crack bloqueia a absorção. Isso faz com que ela continue estimulando os receptores por 10 minutos. Após esse período, os níveis de dopamina caem tão rapidamente, que o usuário sente depressão profunda, irritabilidade e paranoia. Além de tudo isso, em alguns casos, o uso de crack pode levar ao “delírio parasitário” – um sentimento de que insetos estão percorrendo a pele. Isso leva a um comportamento autodestrutivo do usuário com mordidas e arranhões no próprio corpo.
6. LSD
(Wikimedia Commons)
LSD é a sigla de “Lysergsäurediethylamid”, palavra alemã para dietilamida do ácido lisérgico. Ela é uma droga de laboratório e foi sintetizada pela primeira vez em 1938, por acidente, pelo químico suíço Albert Hofmann. Em geral, alucinógenos afetam a área do cérebro responsável por regular humor, pensamentos e percepção. Além disso, eles também influenciam outras regiões que controlam o modo como reagimos ao estresse. Entre os efeitos de curto prazo do LSD estão: impulsividade, mudanças bruscas de emoções, tontura e aumento da frequência de batimentos cardíacos. Usuários descrevem extensas "viagens" ao usar a droga.
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